Com duas principais regiões produtoras da variedade arábica,
a Bahia começa a despontar no cenário do café de alta qualidade
Considerado o quarto maior produtor do País, com 1,9 milhão de sacas de café
beneficiado - de acordo com a segunda estimativa da Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab) para a safra de 2009 -, a cafeicultura do Estado remonta à
recente década de 1970. De pequenos produtores e empresas familiares à
agricultura empresarial e com investimentos diferenciados em tecnologia, a Bahia
está dividida em três regiões bem distintas: duas de produção de arábica, o
Planalto e o Oeste, e uma de robusta, o Atlântico.
A região do Planalto concentra a produção do Estado (865 mil sacas). Ela está
localizada na área da Chapada Diamantina, onde ficam cidades como Vitória da
Conquista e Piatã. O terroir do Planalto, que tem altitude média de 850 metros e
temperatura amena, é o de uma bebida tipicamente encorpada, adocicada, com
acidez cítrica e aftertaste prolongado. Na região, tradicionalmente de pequenos
produtores, a colheita é realizada durante o inverno chuvoso, o que exige uma
atenção especial com a secagem. Alternativas incluem o terreiro híbrido, com
ventilação natural e mecânica; e o burareiro, sistema de aquecimento dos grãos
por fornos a lenha.
PÁGINAS :: 1 | 2 | 3 | Próxima >>