As duas novas aquisições da Lavazza no Brasil colocaram a sexta maior torrefadora do mundo em destaque no País. A compra de duas marcas de café, Florença e Terra Brasil, respectivamente com sedes no Rio de Janeiro e em São Paulo, foi um grande passo para uma história que começou nos anos 1990 com a chegada da empresa ao Brasil.
Ainda naquela época contando apenas com representantes que importavam os produtos da Itália, a Lavazza procurou implantar o conceito Espresso Point - sistema que prepara, com máquina e cápsulas, espressos, chás e até consomês. Hoje, mantém a meta de trabalhar o food service com importadores, porém desde 2005 implantou uma sede própria, no Rio de Janeiro, e entrou diretamente no mercado nacional com a Lavazza do Brasil.
"Começamos a ver que o Brasil estava crescendo no mercado do café, mas não só em termos numéricos. Vimos o crescimento da demanda do consumidor brasileiro que quer um produto de melhor qualidade e tem uma aceitação forte do café espresso fora do lar", avalia Massimo Locatelli, 44 anos, diretor da Lavazza no Brasil.
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| A Espression, cafeteria da Lavazza na Europa; e máquinas de cápsula do sistema A Modo Mio. |
Após a constatação da importância do mercado nacional para os negócios da torrefadora italiana, a Lavazza decidiu adquirir empresas consolidadas nas regiões em que atua. Primeiro foi a compra da Café Grão Nobre, em fevereiro deste ano, que lidera o mercado de vending machine no Rio de Janeiro. "Não existem muitas empresas prontas para atender a demanda de crescimento, então quem começa com estrutura, bom produto, mas também oferecendo serviço, equipamento, treinamento e material, pode rapidamente crescer dentro do mercado brasileiro." Além destes pontos positivos, Massimo lembra que a empresa possui uma pequena torrefação que é "uma base industrial pequena que vamos ampliar".
A aquisição da Café Terra Brasil foi mais recente, em abril, e reforça a estratégia de atuar também no mercado paulista. "A Terra Brasil tem uma representação interessante no mercado de food service com um produto de alta qualidade e, sobretudo, é uma empresa que trabalha segundo a nossa filosofia: oferece o produto junto com o serviço; não adianta ter um bom café se ele não chega à xícara do consumidor", explica Massimo.
As duas marcas ainda permanecem com seus proprietários durante o período de transição, pois, segundo a Lavazza, é importante que seja assim: "Compramos duas empresas que funcionam e o sucesso é algo ligado à capacidade das pessoas que trabalham nelas, sejam os donos ou colaboradores", lembra Massimo. Dessa forma, há uma condição de que a família Santos, da Grão Nobre, e Mônica Leonardi, da Terra Brasil, fiquem o tempo necessário para que a integração ocorra sem problemas.
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