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Máquinas potentes, espressos arrojados

Nova paixão dos brasileiros, elas ganharam mais vida com diferentes designs, cores e funcionalidades. Conheça alguns modelos e dicas para tê-las em casa ou no escritório e transforme o seu café

TEXTO Mariana Proença IMAGEM Cia de Foto

Há alguns anos, ter uma máquina de espresso era um luxo para poucos devido ao preço, alto, e à dificuldade em encontrá-la nas lojas. Hoje, com a oferta de diversas marcas e modelos e o exercício do hábito de tomar um bom café, é possível vislumbrar este objeto de desejo como a próxima aquisição para a casa ou o escritório. Para os apreciadores mais exigentes, que conhecem as ótimas xícaras servidas nas boas cafeterias brasileiras, ficou difícil tomar um café coado que está há horas na garrafa térmica.

As máquinas de espresso compactas oferecem a garantia de uma extração de qualidade - o café sai mais fresco, com uma ótima crema - a um custo médio. Além disso, dispõem de outros recursos, como o preparo de bebidas com leite quente ou vaporizado: cappuccinos, macchiatos ou lattes. Ou seja, a possibilidade de montar uma minicafeteria doméstica ou no ambiente de trabalho ficou mais próxima.

A extração de um bom espresso é garantida pela pressão que a máquina faz na água, que em contato com o pó resulta nas ótimas características da bebida: uma crema uniforme e de cor avelã. A maioria dos modelos compactos tem uma pressão média de 15 bar. Depois de vários preparos é necessário fazer uma limpeza no equipamento, que pode ser apenas com água ou com produtos especiais comprados dos fabricantes.

Botão giratório da Odea Go, da Saeco Bicos cromados da Impressa F50, da Jura

CARROS E CORES

Além de preparar espressos, elas também decoram o ambiente. Com designs modernos, diferentes cores, formas e acessórios, estes equipamentos são a nova tendência para quem quer criar espaços personalizados. Uma dica é comprar alguns acessórios, como cremeiras, xícaras e copos estilizados, e ingredientes diferentes para o preparo de outras bebidas à base de café.

Os novos modelos deixam até mesmo os não apreciadores com vontade de reservar um canto especial para essas invenções. As marcas fabricantes perceberam esta tendência em diversos países tradicionalmente consumidores de espresso e agora também no Brasil, que vem ganhando mais adeptos do hábito. O café coado ainda responde por 94% dos que consomem a bebida no País, mas o apreciador de espresso cresce anualmente.

Fabricantes têm contratado designers famosos para desenvolver máquinas exclusivas e edições limitadas. Modelos de carros têm servido de inspiração para a criação de máquinas com concepções visuais arrojadas, como Lamborghini, Ferrari e BMW. Algumas opções vêm banhadas a ouro ou com cristais, são em estilo retrô ou remetem aos primeiros modelos criados na Itália. Além das formas, as cores também são aliadas da decoração - equipamentos nos tons vermelho, rosa, branco ou até laranja e cromado têm aparecido mais nos lançamentos das marcas pelo mundo.

Suporte para xícaras e painel da X6 Trio, da illy Painel digital da Magnifica One Touch, da De Longhi

As opções são muitas e é por isso que cada apreciador pode avaliar o que mais lhe interessa, se é o visual, a praticidade, o tamanho, o sistema... Com tantas opções, a escolha pode ser difícil, mas um ponto é certo: o espresso sairá perfeito e o caféda- manhã, a pausa da tarde ou até mesmo o jantar não serão mais iguais.

BÊ-A-BÁ DOS PREPAROS

As cápsulas são as novidades em máquina de espresso no Brasil. Algumas marcas internacionais desenvolveram sistemas próprios para manter o pó do café preservado dentro de embalagens hermeticamente fechadas. Cada cápsula produz uma dose individual de espresso e é perfurada quando inserida na máquina. O pó, em contato com a água aquecida, resulta em uma bebida de crema espessa.

A maioria das marcas de cápsulas oferece blends exclusivos para os clientes, um avanço em relação aos outros métodos. Porém, na escolha da máquina deve-se avaliar que só é possível usar cápsulas de uma mesma empresa, pois os equipamentos funcionam exclusivamente com um formato e tipo de preparo. Vale ainda conferir o preço delas antes de adquirir o equipamento. A vantagem desse sistema é a total ausência de sujeira. O pó sai por pequenas perfurações feitas na cápsula durante o preparo, recebe a água sob pressão e depois do espresso pronto o equipamento descarta a cápsula limpa em um recipiente.

Outro método de extração pode ser feito com sachês, que já existem em outros países há dez anos mas, no Brasil, uma minoria os conhece. Alguns modelos de máquinas trabalham com esses pequenos saquinhos redondos de papel, que conservam 7 gramas de pó de café e preparam uma xícara de espresso.

Painel e porta-filtro da Dream vermelha, da Ascaso EP2100: design de Pininfarina para a Lavazza

Quando chegou ao País, o sachê passou a ser confundido com o saquinho de infusão usado para preparar chás, porém o método de uso é bem diferente. Requer uma máquina específica que por meio de pressão da água faz com que o espresso saia com uma bonita crema. Os equipamentos precisam ter um porta- filtro especial para o encaixe da embalagem, que pode ser adquirida em caixas com até 20 unidades em supermercados. A vantagem é que o apreciador pode comprar diferentes marcas para usar no mesmo equipamento, pois o sachê tem formato único e serve em qualquer máquina. A patente deste produto é internacional e registrada por uma organização com método E.S.E. (Easy Serving Espresso), que regulamenta e promove o sachê no mundo.

Por fim, o grão - mais comum em cafeterias com máquinas grandes e moinhos à parte para triturar o café na hora - pode ser colocado também em máquinas compactas que têm as funções de moinho e extração do espresso em um único equipamento. São um pouco maiores que as de cápsula e sachê, pois acoplam um pequeno moinho, um compartimento para o grão e outro para a água e um recipiente para a borra, que é eliminada após o espresso pronto. Todas elas requerem algum tipo de limpeza automática após algumas centenas de cafés - a própria máquina avisa - porque restos de pó podem deteriorar o equipamento.

Bandeja e bicos da Dolce Aroma Deluxe, da Ariete Compartimento para cápsula da Concept D290 da Nespresso

Para ajudar nosso leitor na escolha, selecionamos oito máquinas de espresso. Na próxima página, um guia prático traz opções de diferentes modelos e um resumo explicativo de cada um deles. Boa escolha!

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Edição 28 Junho / Julho / Agosto 2010
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